CRISTIAN RIBERA - Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 - Prova de Ski Cross-country 10 km no Tesero Cross-Country Skiing Stadium.Foto: Alessandra Cabral/CPBO brasileiro Cristian Ribera conquistou, nesta terça-feira (10), um resultado histórico para o esporte nacional ao garantir a medalha de prata no sprint do esqui cross-country, classe sitting, que são atletas que competem sentados, nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão‑Cortina 2026. Beneficiário do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, o rondoniense radicado em Jundiaí (SP) assegurou a primeira medalha do Brasil na história das Paralimpíadas de Inverno.
Aos 23 anos, Ribera disputa sua terceira edição dos Jogos. Na classificatória da prova realizada em Val di Fiemme, ele registrou o melhor tempo e manteve o desempenho na final para garantir o pódio inédito para o país.
“Estou muito feliz com a prata. A neve estava boa e consegui fazer uma grande prova. Fiz o meu máximo”, comemorou o atleta, que também destacou a importância do trabalho psicológico na preparação para a competição.
O resultado representa a evolução do brasileiro na competição. Em 2018, nos Jogos de PyeongChang, Ribera alcançou a sexta colocação nos 15 km, até então o melhor desempenho do país. Já em 2022, em Pequim, terminou em oitavo lugar.
O atleta ainda volta às pistas nos próximos dias. Nesta quarta-feira (11) ele disputa a prova de 10 km do esqui cross-country. No sábado (14) compete no revezamento misto e, no domingo (15), participa da prova de 20 km.
ALINE ROCHA - Prova de Ski Cross-country 10 km no Tesero Cross-Country Skiing Stadium.Foto: Alessandra Cabral/CPBMelhor resultado feminino
Outro destaque brasileiro foi a paranaense Aline Rocha, também beneficiária do Bolsa Atleta. Com o tempo de 3min21s00, ela terminou na quinta colocação no sprint do esqui cross-country da classe sitting, registrando o melhor resultado feminino do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno.A medalha de ouro ficou com a norte-americana Oksana Masters.
“Pela primeira vez consegui chegar à final do sprint, minha melhor colocação até agora. Minha alegria é ainda maior pela medalha do Cristian. Ele me ajudou muito no esporte”, afirmou Aline.
A atleta já havia alcançado outro resultado expressivo nos Jogos ao terminar na sétima colocação na prova de biatlo de 7,5 km, também o melhor desempenho do Brasil na modalidade.
A paulista Elena Sena também competiu no sprint feminino e terminou na 16ª colocação. Entre os homens, Guilherme Rocha e Robelson Lula finalizaram em 18º e 20º lugares na classe sitting, enquanto Wellington da Silva foi o 19º na classe standing, que são atletas que competem em pé.
A delegação brasileira conta ainda com os snowboarders André Barbieri e Vitória Machado, que disputarão a prova de banked slalom no sábado (14), em Cortina d’Ampezzo. Para o secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araujo, as conquistas simbolizam um marco para o país.
“É um momento histórico para o esporte brasileiro. Graças ao trabalho técnico da Confederação Brasileira de Desportos na Neve, do Comitê Paralímpico Brasileiro e ao apoio do governo do Brasil, conquistamos nossa primeira medalha nos Jogos Paralímpicos de Inverno”, afirmou.
O presidente da confederação, Anders Ivar Pettersson, também destacou a importância da parceria institucional para o resultado. “Hoje é um dia muito especial. Sem o apoio do Ministério do Esporte, do CPB e da CBDN, essa conquista não seria possível”, disse.
As competições de esqui cross-country seguem até domingo (15), com novas disputas em Val di Fiemme.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
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