Bolsonaro é levado a hospital em Brasília após apresentar mal-estar



O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um mal-estar e precisou de atendimento médico na manhã desta sexta-feira (13), em Brasília. A informação foi divulgada inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está detido na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como “Papudinha”, na capital federal.

Segundo relato publicado por Flávio Bolsonaro, o ex-presidente acordou com calafrios e episódios intensos de vômito, sendo necessário o encaminhamento para avaliação médica. O cardiologista que acompanha Bolsonaro, Brasil Caiado, informou que há suspeita inicial de pneumonia.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 para prestar atendimento. Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, onde chegou aproximadamente às 8h50, transportado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Até o momento, nem o hospital nem a unidade prisional divulgaram informações detalhadas sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Episódios anteriores de atendimento médico

Não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta problemas de saúde durante o período em que está sob custódia. Em setembro do ano passado, quando ainda cumpria prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial.

Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi hospitalizado após passar mal e bater a cabeça em um móvel dentro da cela.

No mesmo mês, a defesa solicitou a transferência para a unidade conhecida como Papudinha. O local dispõe de atendimento médico permanente, fisioterapia, adaptações na cama e estrutura de apoio.

Mesmo após a transferência, os advogados de Bolsonaro voltaram a pedir prisão domiciliar, alegando fragilidade em sua saúde. Os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um laudo médico elaborado por profissionais da Polícia Federal concluiu que, apesar de necessitar de acompanhamento, Bolsonaro tem condições de permanecer na unidade prisional.

Por Redação.

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