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Jovem é morta a facadas pelo companheiro e filhos ficam trancados em casa com o corpo da mãe

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Diretora da escola das crianças disse que alunos faltaram 2 dias e, por isso, foi até a casa, encontrou a família e acionou a polícia. O suspeito do crime é procurado

Porto Velho, RO - A jovem Cristina Lorrane Silva, de 27 anos, foi morta a facadas dentro de casa no bairro Pedregal, em Diamantino (183 km de Cuiabá). O principal suspeito é o companheiro dela, José Edson Galdino Santos, que está foragido. A brutalidade foi presenciada pelos filhos de Lorraine, sendo um de 7 e outro de 5 anos, que ficaram trancados dentro da residência com a mãe morta.

O corpo dela foi encontrado na noite desta quarta-feira (13), e a suspeita é de que ela tenha sido morta no dia anterior. O feminicídio foi descoberto após a diretora da Escola Municipal Elza Martins de Queiroz Oliveira, onde os meninos estudavam, receber uma mensagem da mãe de Lorrane. Na mensagem, a mãe demonstrava estar preocupada com a filha, buscando saber notícias dela e dos netos.

A diretora estranhou a situação após constatar que os meninos não estavam indo à escola. Segundo as informações, a família é de Rondônia e estava há poucos dias em Diamantino. "A família chegou de Rondônia, acredito que já faz 20 dias. A criança foi na segunda-feira. Aí, na terça, a criança não foi mais. Não foi na terça, não foi na quarta...

Não sei como a família de Rondônia descobriu meu número. Até então, estávamos achando que era uma virose que as crianças tinham pegado, porque está tendo um surto de virose na escola, mas aí a família me perguntou se as crianças estavam indo na escola, aí eu disse que não", declarou a diretora ao site Diamantino News.

Ainda conforme o relato da diretora escolar, a preocupação aumentou e decidiu averiguar direto na casa da professora. "Aí eu comecei a ficar desesperada, não sei o porquê, mas eu senti. O secretário percebeu o meu desespero e me deu uma carona até a casa (de Lorrane). Eu cheguei e comecei a bater no portão falando que era a professora e perguntando por que as crianças não estavam indo na escola.

Aí L.G. (filho de Lorrane) respondeu que não podia abrir o portão. Disse para ele chamar a mãe e ele respondeu que não podia porque a mãe estava na cama desde ontem e ela estava dormindo desde ontem. Uma pessoa não dorme desde ontem. Aí eu liguei para o 190", disse.

A profissional acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar para acompanharem o caso. De acordo com as informações, quando a PM chegou ao local, novamente a diretora pediu para a criança abrir o portão, momento em que o menino disse que não podia abrir porque estava sem a chave, pois o padastro havia saído para buscar remédio. Um dos policiais sentiu que algo estava errado e pulou o muro. Ao entrar na casa, o PM viu o que tinha acontecido. A casa exalava mau cheiro. A mãe estava morta a facadas e enrolada numa coberta. Uma faca foi encontrada perto do corpo.

A cena foi isolada e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para dar seguimento ao caso. A Polícia Civil realiza diligências para localizar o suspeito do crime, que está sendo tratado como feminicídio. Nas redes sociais, amigos e familiares de Rondônia pedem doações para arcarem com o traslado do corpo de Cristina Lorraine.

Fonte: Rondôniagora

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