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Menos vigor físico, mais qualidade: Flamengo ganha com Vidal no lugar de Gomes em final

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Dorival prevê usar o chileno e deixar carta na manga para substituí-lo no segundo tempo

Porto Velho, RO -
Em um jogo fora de casa, o Flamengo teve o vigor físico de João Gomes, que suspenso pelo terceiro cartão amarelo dará lugar a Arturo Vidal na decisão da Copa do Brasil no Maracanã. O técnico Dorival Júnior prevê iniciar o jogo de volta contra o Corinthians com o chileno como titular, e preparar uma carta na manga para substituí-lo no segundo tempo, caso não aguente os 90 minutos.

Com o meio-campo de 35 anos, o Flamengo terá mais qualidade para jogar ainda mais no campo do adversário, e menos necessidade de uma marcação desenfreada contra uma equipe que em casa já se preocupou bastante em se defender e jogar por uma bola. Assim, Vidal poderá usar toda a sua experiência e categoria ao lado de Thiago Maia, este sim com maior entrega física.

— O que muda só é a idade. O Vidal, assim como o João, marca bastante. Claro que o Vidal tem mais bagagem, pela carreira que tem, já foi campeão de vários campeonatos. Ele é um cara que ajuda muito, dentro e fora de campo, está sempre orientando — afirmou Maia após o empate em São Paulo.

Como alternativa à utilização de Vidal, Dorival tem no elenco o jovem Victor Hugo, que já fez a função. Mas diante do Bragantino, pelo Brasileiro, quando Gomes também estava suspenso, sacou Thiago Maia e deixou Vidal em campo, lançando Everton Cebolinha aberto pela esquerda em uma formação mais ofensiva. 

Com isso, Everton Ribeiro ficou mais centralizado. A estratégia foi usada no segundo tempo, quando o Flamengo precisava do resultado.

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Fora a ausência de João Gomes o Flamengo não terá mais desfalques por cartão. Lesionado, Pulgar segue fora. Dorival afirmou que estava na dúvida sobre manter Rodinei ou dar chance a Matheuzinho, mas manteve a confiança no lateral-direito.

—Ele esteve muito bem posicionado. Eu tinha uma dúvida entre ele e Matheus e foi até o dia de ontem, defini pelo histórico do titular. Eu tinha que respeitar isso. É uma prova de confiança no atleta, em razão de tudo que ele havia feito até então.

Não poderia virar as costas em um momento de decisão para um jogador importante — disse o técnico. Ontem, a CBF divulgou o áudio do VAR no lance do suposto pênalti de Léo Pereira, e o auxiliar indicou que a bola tocou na barriga do zagueiro antes de bater na mão esquerda. 

"Esse impacto no braço, que surpreendeu o jogador defensor, que tinha seu braço em posição natural, é uma ação normal de jogo, não devendo ser penalizada pelo árbitro", defendeu a CBF.


Fonte: O GLOBO

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