Café seca no pé em Rondônia e produtores enfrentam falta de mão de obra na colheita




Produtores rurais de Rondônia enfrentam dificuldades para realizar a colheita da safra de café em diversas regiões do estado. Mesmo com uma produção considerada elevada neste ciclo, parte dos grãos está secando ainda nos pés por falta de trabalhadores disponíveis para a colheita.

A situação tem sido registrada em municípios do interior, onde a atividade cafeeira é uma das principais fontes de renda. O período atual é considerado ideal para a retirada dos grãos maduros, porém a escassez de mão de obra tem impedido que os produtores acompanhem o ritmo necessário.

Sem colhedores suficientes, o café acaba passando do ponto ideal de colheita e perde qualidade. Em muitos casos, os frutos permanecem nas plantas até secarem, o que compromete o valor comercial e aumenta o risco de prejuízo na safra.

A colheita manual ainda predomina em Rondônia, especialmente em propriedades de pequeno e médio porte, o que aumenta a dependência de trabalhadores temporários. Mesmo com a oferta de pagamento por diária ou por produção, além de alimentação e alojamento, produtores relatam dificuldade para contratar.

De acordo com os relatos, a baixa procura por trabalho no campo tem sido um dos principais entraves. A migração de trabalhadores para áreas urbanas e outros setores da economia contribui para a redução da mão de obra disponível no período da safra.

Diante do cenário, produtores avaliam alternativas para as próximas safras, como a adoção de mecanização em áreas onde isso é viável. No entanto, o investimento ainda é considerado alto e nem sempre aplicável a todas as propriedades.

Enquanto isso, a safra atual segue sob pressão. Com o avanço do período seco, o risco de perdas aumenta, e parte da produção continua se deteriorando nas lavouras, sem perspectiva de colheita completa.

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