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Presos que fugiram de Mossoró utilizaram estrutura da cela para abrir buraco em luminária

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Relatório de abril de 2023 apontava que 124 das 192 câmeras de segurança estavam inoperantes

Porto Velho, RO - Os dois criminosos que escaparam do presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, utilizaram estruturas de ferro retiradas das próprias celas para abrir um buraco em uma luminária. O espaço utilizado na fuga tinha aproximadamente 18 centímetros e dava acesso a uma área de manutenção da unidade.

A dupla – Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento – está foragida desde a última quarta-feira 14.

A edição do programa Fantástico, TV Globo, exibido na noite deste domingo 18, trouxe imagens exclusivas do interior da penitenciária e das celas onde os criminosos cumpriam pena na área mais rígida da unidade prisional, onde ficam os detentos no chamado Regime Disciplinas Diferenciado.

Nesse tipo de regime de cumprimento de pena, os apegados somente tem direito a banho de sol em área interna e individual.

As duas celas separadas dos detentos ficavam lado a lado, mas não tinham comunicação. No entanto, as semelhanças da técnica utilizada pelos criminosos sugere que eles tiveram contato e planejaram a fuga.


Reprodução TV Globo

A dupla levou em média 3 dias para conseguir aumentar o buraco onde ficava instalada a luminária. Eles utilizaram de uma mistura de sabão e papel higiênico para simular gesso e esconder as perfurações.


Reprodução TV Globo

As investigações sugerem que eles teriam utilizado vergalhões de ferro contidos nas estruturas da cela, para aumentar o buraco de passagem. Segundo peritos, porém, ainda resta uma lacuna, já que seria necessário um primeiro instrumento para retirar as barras de ferro.


Reprodução TV Globo

Para os investigadores, os dois fugitivos agiram de “forma coordenada” e podem ter sido auxiliados.

Após saírem das celas e retirarem uma das telhas que fazia o fechamento da área de serviço, os criminosos cortaram a grade de arame do pátio e deixaram a cadeia.

Ainda na investigações, os indícios apontam que, possivelmente, a dupla utilizou ferramentas deixadas por funcionários de uma obra que acontecia na unidade para cortar as grades de segurança.

Estrutura com problemas

A unidade de Mossoró é uma das cinco penitenciárias de segurança máxima do País. No entanto, um relatório mostrou que a unidade convivia com problemas estruturais. Das 192 câmeras de segurança, 124 não funcionavam. As demais apresentavam problemas de instabilidade e perda de imagem. A constatação está em um relatório de abril de 2023.

O diretor do presídio foi afastado do cargo e para o lugar foi nomeado um interventor que atua para garantir a segurança da unidade.

Fonte: Carta Capital

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