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Como empresas podem se beneficiar do Projeto de Regulamentação do Mercado de Carbono?

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Aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2023, o PL estabelece as bases para a regulamentação do mercado de carbono no Brasil

Porto Velho, RO - A Câmara dos Deputados aprovou em dezembro de 2023 o aguardado projeto que estabelece as bases para a regulamentação do mercado de carbono no Brasil (PL 2148/15).

Sob o título de Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), a iniciativa cria uma estrutura que estabelece limites às emissões e cria um mercado para a negociação de títulos.

O relator do projeto, deputado Aliel Machado (PV-PR), propôs uma abordagem integrada, unindo propostas discutidas na Câmara com aquelas já aprovadas pelo Senado (PL 412/22). O texto, agora, retorna ao Senado para que as alterações feitas pelos deputados sejam analisadas.

Essa regulamentação faz parte de uma parte importante da agenda verde aprovada em 2023, abrangendo também questões como exploração de energia eólica no mar e produção de hidrogênio verde e deve impactar significativamente todos os setores da economia brasileira, gerando oportunidades de negócios sustentáveis.

Saiba mais: Seminário sobre Geotecnologias no meio ambiente e créditos de carbono acontece na feira MundoGEO Connect, DroneShow, SpaceBR Show e Expo eVTOL 2024, em maio na capital paulista.

O advogado especialista em Direito Ambiental e um dos sócios da Vankka, Alessandro Panasolo, explica que o cerne do projeto é a criação de um limite para as emissões de gases de efeito estufa por empresas. Aquelas que ultrapassarem esse limite terão que compensar suas emissões adquirindo títulos, enquanto as que ficarem abaixo poderão vender cotas no mercado.

“A regulamentação é um avanço significativo para o Brasil, que figura como um dos maiores emissores globais de gases de efeito estufa, com emissões aproximadas de 2 bilhões de toneladas de CO2 anualmente, pois visa a criação de incentivos para a redução das emissões e a minimização dos impactos climáticos decorrentes das atividades empresariais”,afirma Alessandro

Alessandro destaca que o projeto, inspirado em experiências internacionais bem-sucedidas, estabelece um cenário em que empresas mais eficientes ambientalmente podem obter recursos adicionais por meio da venda de títulos, enquanto aquelas que emitirem mais terão despesas adicionais ao adquirir títulos compensatórios, criando uma vantagem competitiva para organizações comprometidas com a sustentabilidade ambiental.

“A criação desse mercado regulado, juntamente com a aplicação de regras claras aos créditos de carbono, fortalece a abordagem sustentável, contribuindo para a redução das emissões e posicionando o Brasil como um participante ativo na luta global contra as mudanças climáticas. Este projeto representa um marco significativo para o país, assinalando um passo decisivo em direção ao desenvolvimento de uma economia mais verde e sustentável”,explica

No contexto específico das empresas brasileiras, especialmente aquelas envolvidas no agronegócio, o projeto assume uma importância estratégica, já que o setor agroindustrial desempenha um papel vital na economia brasileira.

“A Vankka, como apoiadora do agronegócio em suas ações de sustentabilidade e descarbonização, posiciona-se de maneira favorável para auxiliar empresas a se beneficiarem desse marco regulatório e adotarem práticas sustentáveis que podem gerar inúmeros benefícios às empresas do setor, como geração de crédito de carbono, a adoção de práticas sustentáveis, redução de custos operacionais, entre outras oportunidades que o mercado verde proporciona”, conta Alessandro.
Benefícios para empresas

1 – Oportunidade de geração de receitas

Empresas podem gerar receitas participando do mercado de carbono, comercializando créditos de carbono gerados por práticas sustentáveis.

2 – Incentivo à adoção de práticas sustentáveis

A regulamentação cria incentivos para a adoção de práticas sustentáveis, como eficiência energética, redução de emissões e gestão de resíduos, contribuindo para a imagem e responsabilidade social da empresa.

3 – Redução de custos operacionais no longo prazo

Investir em eficiência energética e tecnologias verdes não apenas reduz a pegada de carbono, mas também pode resultar em economias significativas nos custos operacionais ao longo do tempo de vida das empresas.

4 – Diferencial competitivo no mercado

Empresas comprometidas com a sustentabilidade ganham um diferencial competitivo, atraindo consumidores conscientes que valorizam a responsabilidade ambiental.

5 – Construção de uma imagem sustentável

Participar do mercado de carbono contribui para a construção de uma imagem empresarial sustentável, fortalecendo relacionamentos com clientes, parceiros e investidores.

6 – Acesso a novas parcerias e investimentos

Empresas envolvidas no mercado de carbono podem atrair investimentos e estabelecer parcerias com organizações que buscam apoiar iniciativas sustentáveis.

7 – Alinhamento com tendências de consumo

Atender às demandas crescentes por produtos e serviços sustentáveis alinha as empresas com as tendências de consumo, ampliando sua base de clientes.

8 – Compensação para setores de difícil redução de emissões

Setores com desafios significativos na redução de emissões têm a oportunidade de compensar suas pegadas de carbono por meio da compra de créditos, garantindo conformidade e minimizando impactos financeiros.

9 – Fomento à inovação e tecnologias verdes

A regulamentação estimula a inovação, encorajando o desenvolvimento e a adoção de tecnologias verdes, o que pode resultar em vantagens competitivas a longo prazo.

10 – Participação em um esforço coletivo

Empresas participam de um esforço coletivo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para metas nacionais e globais de sustentabilidade e responsabilidade climática.

Com informações e imagens da Vankka

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