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Famílias pedem liberação de parentes; Hamas pode ter ainda 120 reféns

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Foram levadas de Israel, no ataque de 7 de outubro, 240 pessoas

Porto Velho, RO - O movimento radical palestino Hamas libertou 105 reféns no fim de novembro, durante trégua de seis dias na guerra contra Israel, em troca de dezenas de prisioneiros palestinianos em cadeias do Estado hebraico.

As famílias dos reféns que ainda permanecem em cativeiro têm redobrado a pressão em torno do governo de Benjamin Netanyahu para que aceite nova pausa na contraofensiva.

Conversações com o líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, no Cairo, nessa quarta-feira, terminaram sem qualquer resultado. Haniyeh teria dito aos mediadores egípcios que nenhum refém será libertado sem um cessar-fogo permanente. Até agora, o discurso público de Netanyahu não sofre alterações: a guerra é para continuar até a erradicação do Hamas.

Jabalia

O Crescente Vermelho da Palestina afirma que as forças israelenses continuam a cercar o centro de ambulâncias da instituição no campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza.

"Os intensos bombardeios de artilharia persistem nas imediações do centro, acompanhados de tiros de israelenses", informou a Sociedade do Crescente Vermelho na rede social X.

As unidades hospitalares do norte da Faixa de Gaza tornaram-se "hospícios" onde as pessoas "esperam a morte", segundo Sean Casey, chefe de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os serviços de saúde na região perderam a capacidade cirúrgica e muitos feridos graves correm o risco de contrair infecções potencialmente mortais.

ONU

Uma nova tentativa de aprovar o texto dos Emirados Árabes Unidos para novo cessar-fogo será feita nesta quinta-feira. Sob clima de tensão, negociações diplomáticas estão sendo feitas há vários dias para a formulação do projeto e diante da perspectiva de novo veto por parte da delegação norte-americana.

Questionado sobre a posição dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, afirmou que trabalha para garantir que a chegada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza não seja afetada pelo que está ocorrendo na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Fonte: AG/BR

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