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Brasil deixa de pagar taxa anual de € 5,1 milhões para entrar na OCDE

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A fatura remete ao processo de adesão iniciado em outubro de 2022, no governo do então presidente Jair Bolsonaro

Porto Velho, RO - Taxa é paga anualmente à organização por países candidatos. Candidatura do Brasil foi formalizada no governo Jair Bolsonaro, mas perdeu impulso no governo Lula, que tem como prioridade o Sul Global.

O Brasil deixou de pagar a taxa de 5,1 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões) relativa ao processo de adesão à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A fatura remete ao processo de adesão iniciado em outubro de 2022, no governo do então presidente Jair Bolsonaro. Desde então, a discussão sobre o tema perdeu impulso no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste ano, o Brasil pagou apenas 1,3 milhão de euros para integrar comissões da OCDE e para ter algumas de suas políticas públicas avaliadas por técnicos da organização. "Não há interesse do atual governo em dar andamento a esse processo. A prioridade é o Sul Global", disse o coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional do Instituto de Relações Exteriores da USP (IRI-USP), Alberto Pfeifer, segundo noticiou o Poder360.

A taxa de 5,1 milhões de euros é cobrada pela OCDE anualmente de países candidatos a entrar na organização. Para deixar de pagar a fatura, o país deve desistir da sua candidatura. Como o processo de adesão é demorado, a estimativa é que a entrada do Brasil na organização não seja efetivada antes de 2026.

Atualmente, além do Brasil, há outros quatro países candidatos a entrar na OCDE: Romênia, Croácia, Bulgária e Peru. A Indonésia está para formalizar a candidatura em 2024. A Argentina foi convidada a formalizar a candidatura em 2022.

Fonte: Brasil247

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