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TURISMO - Etnoturismo é fomentado pela Setur como estratégia de valorização da cultura indígena

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O etnoturismo é cada vez mais uma realidade em Rondônia, a partir de ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Governo de Rondônia

Etnia Paiter Suruí é a única que possui o plano de visitação que é o documento necessário para que o turismo ocorra nas aldeias indígenas

O turismo em terras indígenas, é cada vez mais uma realidade em Rondônia, a partir de ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual de Turismo – Setur. A proposta busca fortalecer o turismo e o desenvolvimento ambiental nas comunidades indígenas, incentivando a conservação e o desenvolvimento ecológico.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatiza que a valorização da cultura indígena é fomentada com o etnoturismo que busca conciliar o resgate e geração de renda para as comunidades. “O turismo em terras indígenas engloba segmentos distintos e atividades culturais.  O etnoturismo vem como uma das estratégias de valorização e divulgação da cultura indígena, para ampliar o grau de conhecimento da população sobre a cultura tradicional”, destacou.

Turista recebe pintura corporal do Povo Paiter Suruí

O superintendente de turismo, Gilvan José Pereira Júnior, reforça ainda que, a Setur vem fomentando o etnoturismo no município de Cacoal. A etnia Paiter Suruí é a única que possui o plano de visitação, que é o documento necessário para que o turismo ocorra nas aldeias indígenas. Existem duas associações que recebem turistas do mundo inteiro, que são a Yabnaby espaço turístico Paiter e o Centro cultural indígena Paiter Wagôh Pakob.

TURISMO PAITER

A Terra Indígena 7 de Setembro, onde vivem os indígenas da etnia Paiter, está localizada em uma região fronteiriça, ao norte do município de Cacoal até o município de Aripuanã (Mato Grosso), com acesso pelas linhas de acesso 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 14.

Turista canadense tomando chicha 

O indígena Gasodá Suruí é turismólogo e integra o Conselho Municipal de Turismo de Cacoal. Ele também é fundador e coordenador do Centro Cultural Indígena Paiter Wagôh Pakob, que em idioma tupi-mondé falado pelo povo Paiter, significa a “Força da Natureza”.

“O centro cultural foi criado em 2016, e oferece a oportunidade única de um dia de vivência em uma aldeia indígena, no coração da floresta. Com essa proposta temos recebido turistas, não só de Rondônia, mas também de outros estados e até países diversos. Mais de 15 mil pessoas já passaram por aqui, principalmente da Europa e países latino-americanos. Antes de iniciar nós elaboramos o Plano de Negócio de Turismo, para atrair turistas que desejam conhecer o meio ambiente, a cultura e os costumes do povo Suruí, garantindo assim, a médio e longo prazo, a autonomia econômica dos indígenas. Com o desenvolvimento dessas atividades de turismo temos gerado renda”, garantiu o indígena.

Gasodá Suruí relata que um dos projetos criados pela comunidade foi a construção em oca tradicional para a hospedagem de turistas. “Com isso nós oferecemos a opção de pernoite na aldeia e vivência de todas as experiências dentro da comunidade”, disse.

Andréia Fortini Fotos: Gasodá Suruí Secom - Governo de Rondônia

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