Porto Velho, Rondônia – Diante da iminente entrada em vigor do aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal reforçou seu compromisso com o diálogo, afirmando que mantém negociações com autoridades norte-americanas “sem contaminação política ou ideológica”. A medida anunciada pelo presidente Donald Trump prevê uma sobretaxa de 50% sobre importações brasileiras, com validade a partir de 1º de agosto.
Em nota oficial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o governo brasileiro reafirmou que a soberania nacional é inegociável, mas declarou que segue aberto ao diálogo para encontrar soluções diplomáticas. “O Brasil continua disposto a debater as questões comerciais, mantendo sua postura histórica de respeito aos acordos internacionais e de valorização da relação bilateral com os Estados Unidos”, diz o comunicado.
O documento ressalta ainda que Brasil e EUA mantêm uma parceria econômica sólida há mais de dois séculos, e que o objetivo do governo brasileiro é preservar e fortalecer esses laços, mesmo diante de adversidades políticas.
Impacto econômico da medida
De acordo com estimativas da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o tarifaço pode atingir cerca de 10 mil empresas brasileiras que hoje exportam para os Estados Unidos. Esse conjunto de empresas é responsável por empregar aproximadamente 3,2 milhões de trabalhadores no país.
A medida, anunciada por Trump em 9 de julho, foi apresentada como parte de uma estratégia para pressionar países com os quais os EUA alegam ter relações comerciais desfavoráveis. Em declaração posterior, o presidente norte-americano afirmou que aplicaria as tarifas a nações “com as quais o relacionamento não tem sido bom”, colocando o Brasil entre os alvos indiretos da ação.
De acordo com estimativas da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o tarifaço pode atingir cerca de 10 mil empresas brasileiras que hoje exportam para os Estados Unidos. Esse conjunto de empresas é responsável por empregar aproximadamente 3,2 milhões de trabalhadores no país.
A medida, anunciada por Trump em 9 de julho, foi apresentada como parte de uma estratégia para pressionar países com os quais os EUA alegam ter relações comerciais desfavoráveis. Em declaração posterior, o presidente norte-americano afirmou que aplicaria as tarifas a nações “com as quais o relacionamento não tem sido bom”, colocando o Brasil entre os alvos indiretos da ação.
Reação do governo brasileiro
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou neste domingo (27) nos Estados Unidos para participar de reuniões na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Apesar de sua agenda oficial tratar da questão palestina, há expectativa de que Vieira possa ir a Washington, caso o governo norte-americano sinalize disposição para discutir o tarifaço.
Fontes ligadas ao Itamaraty informaram que o chanceler demonstrou abertura para o diálogo, mas só participará de encontros na capital americana se houver avanço concreto nas tratativas.
Paralelamente, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou que empresas norte-americanas com forte presença no Brasil, como General Motors, Johnson & Johnson e Caterpillar, também podem ser impactadas negativamente pelas novas tarifas. “Precisamos de união para resolver essa questão. Muitas dessas empresas têm longa história no Brasil e também exportam para os Estados Unidos”, afirmou.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou neste domingo (27) nos Estados Unidos para participar de reuniões na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Apesar de sua agenda oficial tratar da questão palestina, há expectativa de que Vieira possa ir a Washington, caso o governo norte-americano sinalize disposição para discutir o tarifaço.
Fontes ligadas ao Itamaraty informaram que o chanceler demonstrou abertura para o diálogo, mas só participará de encontros na capital americana se houver avanço concreto nas tratativas.
Paralelamente, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou que empresas norte-americanas com forte presença no Brasil, como General Motors, Johnson & Johnson e Caterpillar, também podem ser impactadas negativamente pelas novas tarifas. “Precisamos de união para resolver essa questão. Muitas dessas empresas têm longa história no Brasil e também exportam para os Estados Unidos”, afirmou.
Plano de contingência
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo brasileiro está preparando um plano de contingência para mitigar os efeitos do aumento tarifário sobre os setores exportadores nacionais. “Não vamos deixar os trabalhadores brasileiros ao desalento. Estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias para proteger nossa economia e os empregos”, declarou o ministro.
A postura do governo brasileiro é de manter o diálogo em aberto, mas com firmeza quanto à defesa dos interesses nacionais. O desfecho da crise comercial deve depender do desenrolar das negociações diplomáticas nos próximos dias.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo brasileiro está preparando um plano de contingência para mitigar os efeitos do aumento tarifário sobre os setores exportadores nacionais. “Não vamos deixar os trabalhadores brasileiros ao desalento. Estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias para proteger nossa economia e os empregos”, declarou o ministro.
A postura do governo brasileiro é de manter o diálogo em aberto, mas com firmeza quanto à defesa dos interesses nacionais. O desfecho da crise comercial deve depender do desenrolar das negociações diplomáticas nos próximos dias.
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